Rindo das possibilidades, eu me
sentia preparada para qualquer consequência que aquele encontro trouxesse. Me orgulhava
de mim, do meu instinto, da minha coragem. Ir, para o que quer que fosse.
Previ o constrangimento, a timidez, a possível decepção de ambas as partes. Previ uns sorrisos, o álcool, o sexo, o frio na barriga e a vontade de me entregar ao momento. Não previ você. Um mês de conversa não foi o suficiente para saber o que me esperava. Uma vida de conversa não seria. Um manual infinito, que descrevesse com detalhes as manias, as expressões faciais e as gírias não chegaria nem perto de explicar você. Eu não tinha como me preparar.
Você é tudo. Rude, tímido, grande, indefeso, muito indefeso. Você grita, por medo de te enxergarem, depois chora pela dor insuportável de não ser notado. Você ri e ri e ri e ri, continua rindo quando nada mais tem graça, e só muito depois que todos foram embora se lembra de que nada nunca teve graça. Você quebra alegrias alheias com surtos improvisados, agride e se desculpa simultaneamente, constantemente. Transforma todos os momentos em enormes feitos, mas trata os dias como meras horas pesadas e desinteressantes.
A sombra que vive ecoando reações irreais. Gritando, cantando e chorando no meu ouvido enquanto eu tento aguentar mais um minuto de cada dia. Sorrindo em fotos que se negava a tirar, sorrindo em sonhos, sorrindo no meio da névoa, sorrindo onde não consigo enxergar, onde me impeço de enxergar.
Um grito. Que corta absolutamente tudo. Desafinado, desesperado, dolorido. Nítido e passível de amor. Egoísta. Exagerado. Teimoso o bastante para afastar toda e qualquer faísca de bondade. Estúpido, insistentemente estúpido e lindo. Tão lindo quanto triste. Tão lindo quanto sabotador. Tão lindo quanto tolo. Perdendo momentos sagrados em ruínas que desaparecerão.
Enquanto se nega a enxergar, você é tudo. Vivo. Sujo e sublime.
Nada. Ódio. Prazer. Vício. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Ausência.
Previ o constrangimento, a timidez, a possível decepção de ambas as partes. Previ uns sorrisos, o álcool, o sexo, o frio na barriga e a vontade de me entregar ao momento. Não previ você. Um mês de conversa não foi o suficiente para saber o que me esperava. Uma vida de conversa não seria. Um manual infinito, que descrevesse com detalhes as manias, as expressões faciais e as gírias não chegaria nem perto de explicar você. Eu não tinha como me preparar.
Você é tudo. Rude, tímido, grande, indefeso, muito indefeso. Você grita, por medo de te enxergarem, depois chora pela dor insuportável de não ser notado. Você ri e ri e ri e ri, continua rindo quando nada mais tem graça, e só muito depois que todos foram embora se lembra de que nada nunca teve graça. Você quebra alegrias alheias com surtos improvisados, agride e se desculpa simultaneamente, constantemente. Transforma todos os momentos em enormes feitos, mas trata os dias como meras horas pesadas e desinteressantes.
A sombra que vive ecoando reações irreais. Gritando, cantando e chorando no meu ouvido enquanto eu tento aguentar mais um minuto de cada dia. Sorrindo em fotos que se negava a tirar, sorrindo em sonhos, sorrindo no meio da névoa, sorrindo onde não consigo enxergar, onde me impeço de enxergar.
Um grito. Que corta absolutamente tudo. Desafinado, desesperado, dolorido. Nítido e passível de amor. Egoísta. Exagerado. Teimoso o bastante para afastar toda e qualquer faísca de bondade. Estúpido, insistentemente estúpido e lindo. Tão lindo quanto triste. Tão lindo quanto sabotador. Tão lindo quanto tolo. Perdendo momentos sagrados em ruínas que desaparecerão.
Enquanto se nega a enxergar, você é tudo. Vivo. Sujo e sublime.
Nada. Ódio. Prazer. Vício. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Ausência.
E eu sou completamente louca.
Na inversão que o chão nos nega com que a paixão nos pega e prega, é em regra a quem nos renega a nossa mega e cega entrega.
ResponderExcluirGK