sexta-feira, 27 de junho de 2014

O que há de bonito em tudo que se vê



Adoro escrever sobre clichês, apenas pelo fato de ser, ao fim de tudo, as coisas sempre mais bonitas que passamos pela vida toda. Acredito que tudo seja clichê.
O que alguns vêem como desnecessário e completamente inútil, outros enxergam nitidamente como sendo o que de mais belo podemos alcançar. Sou do time dos segundos.
O que há de bonito em sentir as gotas de uma chuva repentina cair sobre o rosto? Na minha opinião, tudo.
Qual a graça em sorrir e ser feliz ao cruzar com um sorriso alheio tímido no meio de um lugar qualquer? É nisso que sinto o prazer de viver. 
E o que há de tão lindo no amor, aquele no qual a maioria dos desiludidos taxam como azar, como algo que aparece para foder com o seu cotidiano? Justamente isso. A dor, o drama, e todo as sensações e consequências que os feridos não conseguem encarar e aceitar. Sentir é a maior prova de que vivemos. A maior dádiva que recebemos, e é uma pena que muitos não enxerguem isso. 
A sorte desse mundo é de quem sente, não de quem está com a razão. 
É de quem chora pelas perdas, mesmo que quietinho e no seu canto, e não de quem menti e finge tanto para si mesmo. 
De quem deixa doer ou florir, dependendo do caso, e não tem medo da má interpretação alheia, porque todo e qualquer momento merece ser sentido. 
Beleza está no estranho que passa ao seu lado, na melhor intenção, e te deseja um bom dia. Na lealdade de um cachorro, na bondade de uma mãe. Em tudo que existe de mais simples e espontâneo, e que a futilidade tenta muito, e anda conseguindo, fazer com que você veja com insignificância.
O mundo não é dos espertos, é dos bons. E jamais perderei a convicção disso. Questão fé. Na vida. 

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