Adoro escrever sobre clichês, apenas pelo fato de ser, ao fim de tudo, as coisas sempre mais bonitas que passamos pela vida toda. Acredito que tudo seja clichê.
O que alguns vêem como desnecessário e completamente inútil, outros enxergam nitidamente como sendo o que de mais belo podemos alcançar. Sou do time dos segundos.
O que há de bonito em sentir as gotas de uma chuva repentina cair sobre o rosto? Na minha opinião, tudo.
Qual a graça em sorrir e ser feliz ao cruzar com um sorriso alheio tímido no meio de um lugar qualquer? É nisso que sinto o prazer de viver.
E o que há de tão lindo no amor, aquele no qual a maioria dos desiludidos taxam como azar, como algo que aparece para foder com o seu cotidiano? Justamente isso. A dor, o drama, e todo as sensações e consequências que os feridos não conseguem encarar e aceitar. Sentir é a maior prova de que vivemos. A maior dádiva que recebemos, e é uma pena que muitos não enxerguem isso.
A sorte desse mundo é de quem sente, não de quem está com a razão.
É de quem chora pelas perdas, mesmo que quietinho e no seu canto, e não de quem menti e finge tanto para si mesmo.
De quem deixa doer ou florir, dependendo do caso, e não tem medo da má interpretação alheia, porque todo e qualquer momento merece ser sentido.
Beleza está no estranho que passa ao seu lado, na melhor intenção, e te deseja um bom dia. Na lealdade de um cachorro, na bondade de uma mãe. Em tudo que existe de mais simples e espontâneo, e que a futilidade tenta muito, e anda conseguindo, fazer com que você veja com insignificância.
O mundo não é dos espertos, é dos bons. E jamais perderei a convicção disso. Questão fé. Na vida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário