sábado, 5 de julho de 2014

Gratidão

Já passei tanto tempo lamentando por não ter a pessoa desejada comigo que esqueci de me lembrar que o mundo é imenso, e que há milhares de outras pessoas que merecem meu desejo. E não é preciso buscar lá longe, muitas vezes, basta olhar para o lado.
É fácil dizer que gosta do simples da vida, de sorrisos e pequenas sinceridades, mas nem sempre é fácil percebê-las no dia a dia quando, erroneamente, perco meu tempo e alimento meu pessimismo pensando no quanto as coisas boas estão se extinguindo no meu planeta, enquanto deixo de ver as que ainda restam ao meu redor. Feliz por finalmente enxergar com clareza.
Enxergar o quão grata eu posso e devo ser, pelo privilégio de ter ao meu lado pessoas tão bonitas, que não se preocupam em mostrar a tudo e todos suas grandezas. Aqueles que apenas são, sem planejar ser. Que amam para sentir a grandeza de amar, a espontaneidade que é viver amando. Que sabem que erram e não querem ser perfeitos, e nesse ponto ganham toda minha admiração. Esses que não vivem sorrindo, porque também sabem que a vida nem sempre é boa, e não sentem medo de aceitar isso. Gente justa, com os outros e consigo mesmo; de uma sinceridade imensa que me desarma de todo e qualquer pensamento negativo que queira se apossar da mente. De olhar magnífico, que chega até o coração facilmente, deixando-o tímido e cheio.
A palavra que descreve essas pessoas é uma das minhas preferidas: simplicidade. E é exatamente por isso que podem passar tão despercebidas por nós. A esperança que alimento já existe em minha vida. Gratidão.
No tempo certo, é necessário abrir mão das coisas que você já desejou demais, e apenas observar o que já tem. Presente, nos dois sentidos que essa palavra tem: tempo e dádiva – é tudo que vale a pena viver.

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