Você não tem nada e, de repente tem tudo. Tem sorriso
sincero, tem olhar que te faz feliz, tem muita coisa boa junto e não sabe lidar
com tudo isso. O primeiro senso não é mais a fuga, mas o medo permanece imenso dentro de você, a
diferença é que agora ele não consegue vencer a felicidade que a vida vem lhe
dando. Quase inacreditável para quem já havia aceitado o fato de que dava para
ser covarde e sobreviver nesse mundo. Quase impossível para quem já tinha
desistido de buscar algo que nem se considerava merecedora de sentir.
E aí vem a dor, para provar que tudo é real. Para lembrar que apesar de tanto sorriso espontâneo, você ainda é você e seus piores defeitos – antes escancarados – continuam existindo aí dentro.
É tudo tão nitidamente necessário que você quase não sofre, mas a dor gosta de permanecer, justamente porque ela se originou das pequenas coisas, dos detalhes, e é exatamente nisso que reside a importância.
E aí vem a dor, para provar que tudo é real. Para lembrar que apesar de tanto sorriso espontâneo, você ainda é você e seus piores defeitos – antes escancarados – continuam existindo aí dentro.
É tudo tão nitidamente necessário que você quase não sofre, mas a dor gosta de permanecer, justamente porque ela se originou das pequenas coisas, dos detalhes, e é exatamente nisso que reside a importância.
Nada nunca foi suficiente, e você se vê vivendo por algo. Algo
que quer muito, de uma maneira incalculável. E percebe que não importa o quanto
doa, você não vai desistir. E vai ser cada vez mais você mesmo, porque isso vai
muito além de reconhecer os seus erros e enxergar seus próprios defeitos, vai
muito além do medo que você alimentou por tanto tempo que agora ele quer te
acompanhar para sempre. Ser você mesmo é perceber que é capaz de muita coisa,
que você consegue fazer alguém feliz e, conseqüentemente, ser feliz; e a
grandeza que isso tem supera qualquer outra coisa que queira interferir no
destino que você escolheu.
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